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segunda-feira, 10 de julho de 2017

As avestruzes de Porto Covo- os animais mais fotografados de Portugal

     Há uns anos, lembro-me bem, eram conhecidas do país umas cegonhas, cujo ninho ainda se encontra por cima da sinalização que indica a localidade de Alcácer do Sal. Não havia autoestrada e o local ligava o país ao Algarve em tempo de veraneio. Eram tão famosas que foram retratadas e faladas num Jornal Diário e na TV. O tempo aqueceu, um grande número de  cegonhas adotou o nosso país como local de residência e outras estradas desviaram a maioria de nós do local. De VIPs passaram a comuns; embora indutoras de sorrisos e motivo de algumas paragens na berma da estrada. As cegonhas já não são o que eram.

     O Alentejo ganhou fama; o Rui Veloso despertou o desejo da calmaria e colocou Porto Covo no mapa. A ilha, as praias de sonho e gente doce e calma cativaram. Do todo que rumava ao Algarve, metade estende a toalha ao sol no litoral da velha planície. 

     Sempre junto à rede, as avestruzes despertaram o interesse. Em tempo de selfies, ninguém lhes resiste. O troço tornou-se local de peregrinação e de risadas. Proliferam pelo Facebook memórias do momento. Não sei se há histórias de encantar; sei que todos param, fotografam e seguem. São tão famosas que nem as precisava situar: em frente à praia da Samoqueira, entre Sines e Porto Covo.
     Hoje, passei e decidi ser turista: carrinho na lateral, máquina a tiracolo e fui conhecer os animais mais famosos de Portugal. Para VIPs são bem simpáticas e nada envergonhadas. Sem selfies, retratei os animais.
      A Samoqueira é uma das mais bonitas praias portuguesas. Fica a ideia para um bom fim de semana. Partilho as fotos.




      Não sei se têm paciência para ver tudo mas elas são lindas. 








Sorrisos
Guida Brito

domingo, 9 de julho de 2017

S. Juan del Puerto- El Puerto de Santa Maria – Cadiz- Gibraltar- Jerez de la Fronteira- Sevilha


Um excelente programa para três dias; mil e quinhentos quilómetros e depósito e meio de gasóleo. Para nós foi o tempo ideal: não corremos; não há hora de chegada nem de volta; aproveitamos todos os momentos para sorrir. Até as conversas no habitáculo do carro são inesquecíveis.
Se a ideia era chegar a Guadix, a programação fez apetecer o destino. Sítios incomuns e dormidas em bons parques de campismo por menos de 18€/noite (1 tenda, 1 carro, 1 parcela, 2 pessoas) cheiravam a já lá estar. Vai que não vai às 9h fechámos a portita de casa; 9h10m já sorríamos no café matinal da  esplanada mais próxima.
          - Não conheço Gibraltar- atreveu-se, sorridente, o meu herdeiro de ADN.
          - Nem eu- sorri-lhe, antecipando o que se adivinhara.
          Não foi preciso mais; ambos sabíamos que trocaríamos as voltas a tudo. De Guadix, ficaria um programa futuro em férias sem destino: de este rumaríamos a sul. Shiiiiii… Santa Barbatana! Adoro esta equipa.

          Um café aqui; outro acolá e seguimos em plena cavaqueira por estradas não programadas. A fome ditou a paragem: S. Juan del Puerto. Sob um calor intenso, abrimos a geleira e alapámos o “sim senhor” no passeio mais próximo. Um passeio a pé e confirmámos que a cidade justificou a escolha: um povoado muito interessante para meia dúzia de passadas.
          Aptos para mais uns kms, seguimos rumo a Cadiz. O GPS indicou-nos um bom Parque de Campismo em El Puerto de Santa Maria: duas piscinas, uma excelente praia, limpo, boas parcelas e de baixo custo. Claro que fiquei conhecida no local: nunca conseguia abrir o portão e atravancava o trânsito. Sempre salva pelo simpático guarda noturno: vislumbrava o meu voiture e corria, sorridente, para abrir a cancela. Amigos do coração.
        Meia hora ou pouco mais, foi quanto bastou para dar entrada no parque, montar a tenda e um bom mergulho. Rumámos à linda cidade de Cadiz: um entardecer e uma noite magnífica. 

          Deambulámos pelas ruas e beira-mar e deixámo-nos seduzir por uma boa tapa, numa esplanada. A cidade é linda e acolhedora. As noites são ricas de gentes que ocupam as mil e uma esplanadas. Adoro Cádiz: um museu aberto ao visitante.

          No segundo dia: Gibraltar. Não havia feito qualquer pesquisa sobre o destino e estava um pouco preocupada: no Reino Unido a condução faz-se pela esquerda. Parámos numa estação de serviço antes da chegada e fizemos perguntas. Uma simpática senhora disse ser conhecedora do local e que a condução se fazia pelo contrário ao que nos era habitual. Errado, erradíssimo; esta má informação custou-nos uma fortuna num parque e impediu o conhecimento de metade de Gibraltar. 

      Antes de entregar o carro no parque que antecede a fronteira, fizemos uma paragem na maginal: lindo, lindo. Dali, é possível observar dois continentes (Europa e África) e três países (Espanha, Reino Unido e Marrocos).
Gibraltar é um destino de luxo: quer pela paisagem; quer pelos macacos- meia dúzia de ladrões que nos esperam à chegada do teleférico. Os jovens, os casais parecem bem mais pacatos e com uma vivência mais digna. 

Muito bem organizados sabem o que querem: sem qualquer vergonha ou inibição atacam os recém-chegados abrindo-lhes as mochilas e retirando tudo o que é comestível. 

Se num primeiro assalto conseguiram chiclets; nos restantes, as batata fritas foram a sua preferência. 


O pobre Rui ficou sem a água: as batatas fritas chamam a sede e com mestria roubaram-lhe e abriram uma garrafita. Eu própria gritei mais do que devia numa vã tentativa de se apoderarem dos meus pertences. Ah! Malvados! Não se assustem, são eles que tornam o dia memorável. Aconselho a subida no teleférico e o passeio a pé lá nas alturas: lá onde o céu toca a terra. Não visitei as grutas nem os afins aconselhados: não foram suficientemente sedutores. Embora existam táxis que a preços mais em conta nos levam ao cume, pessoalmente considero imperdível a subida no teleférico. Sem dúvida, Gibraltar é um destino obrigatório.
          Na chegada, muito tardia ao parque de campismo, lá me esperava o meu amigo do coração que correu para a cancela- antes que eu virasse a tecnologia do avesso e tornasse intransitável a beira-mar. Shiiiiiii…. Santa Bar… vocês já sabem. Repitam comigo: Ai! Shiiiiii! Santa Barbatana. E agora sorriam: loooooooolllll.
          Ufa! Só falta contar o regresso. Tarde e más horas (o moço dormia) lá recebi prendinhas e muitos beijinhos de aniversário. Não contei: dormimos de tenda aberta e fui acordada pelos passarinhos. Shiiiiii… Isso mesmo: Ai! Shiiiiii! Santa Barbatana.
          Levantamento da tenda, um pouco mais complicado que a montagem, entrega dos cartões para abertura da cancela(não precisámos; tínhamos o nosso guarda atento) e fizemo-nos ao caminho. 

       Almoço nas ruas de Jerez de La Frontera- amei a cidade. Mais uns quilómetros e paragem em Sevilha. 

        A cidade exige alguma atenção na condução mas é linda. Queríamos um jantar com sevilhanas mas por ser segunda-feira estava quase tudo fechado. Bem… o único aberto estava fechado para nós: os preços eram proibitivos mesmo em dia de “compleprimaveras”. 

         Não nos “infelecitaram”: descobrimos um espaço divinal e o jantar foi memorável. Devido ao incêndio na área de Huelva, contactámos a polícia para saber se estavam livres os acessos a Portugal. Tudo certo, fizemos rumo ao final da etapa. Alegremente (eu), passámos em Pilas e fomos direitinhos a Camas. 


         Abrimos a porta de casa às 2h30m. Fomos felizes- muito mesmo.
Iremos publicar vídeos de fotos das cidades. Esteja atento ao nosso blogue.
Sorrisos

Guida Brito

terça-feira, 4 de julho de 2017

Camping

     

     Acampar apresenta-se como uma excelente opção para os bolsos mais curtos e para quem o gosto de viajar fala mais alto. Pessoalmente, adoro fazê-lo. Nos tempos que correm, a maioria dos parques são bastante bons e contribuem para uma ótima estadia: sem stress, nem excesso de afazeres. Os campings estão divididos por parcelas, impedindo que se torne audível a respiração pesada (ressonar- não gosto da palavra) dos vizinhos do lado. Pela minha experiência, um bom parque custa-nos menos de 20 a 25 €/noite (cálculos para duas pessoas, uma parcela, uma tenda e um carro). Se a sua família é maior acrescente 5 a 6€ por pessoa extra. Parques mais caros significam, geralmente, excesso de ocupação e demasiado barulho. Eu prefiro a paz.

     As tendas não são caras (por menos de 50€ há boas escolhas); a sua montagem requer, apenas, que sejam retiradas do saco; menos de cinco minutos (tempo para colocar as estacas) e já está. Eu adquiri dois colchões fininhos, dois sacos de cama, uma mesa e duas cadeiras- material suficiente para uns dias confortáveis e que não exigem demasiadas obrigações.

  Limito ao máximo o que transporto comigo; demasiados objectos (incluindo roupa) tornam complicado manter organizado o habitáculo do carro e exigem demasiado trabalho para quem está de férias- para quem quer tudo menos os afazeres rotineiros.

       Costumo dizer " Se a t'shirt está suja vira-se ao contrário; não os conheço e nem os percebo". Aliás, faço questão de não perceber absolutamente nada- falo (quando é do meu interesse) assim um porfrantinglesespanholado. É quanto basta para me servirem um cafezinho sem leite; mesmo que a preços do nossa senhora me ajude. No estrangeiro não percebem nada de café e vingam-se nos preços.
     E, é mais ou menos desta forma que acampo do lado tão longe que nem sempre sei onde estou. Paciência! Nas férias não devemos ser incomodados com pensamentos corriqueiros. Tanta palavra para dizer que aproveito o duche do final do dia: para "lavar" (entre aspas) o que vestirei no dia seguinte.
     A vizinha Espanha tem boas opções visitáveis em dois ou três dias. 

    Se o seu problema são os gastos, saiba que o campismo e determinadas escolhas permitem quebrar as rotinas a custos quase 0. Eu calculo, sempre, o que gastaria se ficasse em casa e controlo todos os excessos nos 15 dias que antecedem o meu quebra rotinas. E pronto! É o suficiente. Para mim, viajar fala mais alto. Escolho o destino de acordo com o que posso gastar. A meio depósito (ida e volta) ou a um depósito de gasóleo são os meus destinos favoritos para 3 ou 4 dias. Relativamente às refeições: não viajo para comer (mas gosto de provar algo que represente a tradição da região); viajo para sorrir. E incluo no sorrir o cheiro sentido de um bom destino. Gosto de arte, de história, de cultura, de paisagens... gosto, acima de tudo, do que ainda não vi e difere, em muito, das vivência do dia a dia (seja lá como se escreve- esta história do acordo ortográfico...). Amo fechar a porta e partir de encontro ao não sei. Conclusão: se não há rotinas, comemos quando a fome chega e onde estivermos. Se soubessem o prazer  de comer a andar ou sentada na beira do passeio, shiiiiiiiiiii... Santa Barbatana! 

    Eu sei, vocês não, se me sentar no restaurante ao pequeno almoço, ao almoço e ao jantar não faço mais que sair de casa para alapar o rabo entre quatro paredes. Não, gosto demasiado de viajar para optar por essa rotina que impede vivências. Na pequena mochila, que levo às costas, há sempre pão, fruta, queijo, enchidos... Por vezes, optamos por saladas ou outros que adquirimos em supermercados de baixo custo. Não há problema: comemos quando há fome. 

  Convenci-o? Viaje e partilhe connosco a experiência: publicaremos a sua história.
      Obrigada, por partilhar.
     Sorrisos
Guida Brito

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Viajar de carro pela Europa

     
     Ao contrário do que se possa pensar é fácil e recomenda-se. Uma aventura ímpar. Há muito que o faço e é o melhor anti-stress que conheço. Existem, no entanto, algumas regras básicas importantes que colocam a nossa segurança num patamar mais alto. Não há pressa de chegar; não há pressa de voltar.  A aventura inicia-se com uma noite bem dormida. Contrariamente à maioria: não utilizo despertadores- acordo quando o descanso o ditar. Nada de acordar muito cedo e conduzir pela fresquinha. Conduzo sem o cansaço de uma noite mal dormida. Acordo, tomo café, um bom pequeno almoço, coloco o meu melhor sorriso e a viagem tem o seu inicio no preciso momento em que fecho a porta de casa. Na estrada, além de saber fazer é importante prever o comportamento do outro: apenas um corpo descansado e uma mente atenta ditam a solução na hora precisa.

        Não faço mais que 150 a 200 Km seguidos: uma paragem, um café e dois dedos de conversa. Não há correrias, nem pressas, há um vivenciar de todos os momentos. Se a viagem for longa escolho, aleatoriamente, uma ou duas povoações para visitar durante o percurso. Andar faz apetecer o conforto do carro e descansa o tão atento que coloco em todos os momentos da condução.
     Em oposição ao pensamento dominante, ser mulher e só constitui um factor positivo. Uma matrícula portuguesa deixa claro o quanto dista de casa e isso angaria, de imediato, olhares de respeito.
         Outra regra básica; paro e descanso antes do primeiro sinal de cansaço- na estrada não se brinca. Chego a que horas chegar: estou de férias e não tenho qualquer tipo de compromisso.

    Ultimamente, viajo com a outra metade da Equipa dos Navegantes de Ideias- o que herdou o ADN de mim; aquele que também colecciona brilhozinhos no olhar. É o copiloto ideal: cumpridor a 100%  da sua tarefa. Não se discute com o condutor e existe um pronto auxílio em todos os pedidos: água, um quadradinho de chocolate e uma reposta imediata ao solicitado. Não há censura, nem sorrisos dúbios: se o condutor pede é porque necessita de auxílio. É também precioso na ajuda com o GPS:  vira aqui ou mais à frente é sempre bem vindo. Uma mais valia imprescindível no centro das grandes cidades; onde impera grande confusão de sinalética, luzes e publicidades.

         O país vizinho é um bom princípio   para iniciantes  do vou com ou sem rota acordada; rumo à satisfação dos “eus” excessivamente repletos de rotinas. As estradas são boas (maioritariamente não pagáveis) e existem muitos destinos de top à distância de dois ou três dias. Como contra: a letra das placas de sinalização é pequena (dimensão inferior ao desejável); e o formato não é dos melhores. No entanto, a máxima de 30Km/h, no interior das povoações, ajuda a efectuar as manobras em segurança e diminui em muito os era por ali.
        Por último, se vai viajar ao volante saiba que vai enganar-se inúmeras vezes e vai seguir por estradas que o não levam ao destino pretendido. E depois? Aproveite veja as vistas; confira se o destino que não era destino não o encontra com um acaso (não os há)  requerido. Não havendo encontros com fadas(os), duendes(endas), príncipes(esas), magnatas(os) ou outros presentes nos sonhos mais recônditos: respire fundo e com calma retome a estrada perdida. Nunca se esqueça: está de férias e é feliz. Sorria.

                     Sorrisos
                Guida Brito



segunda-feira, 17 de abril de 2017

Onde está a equipa dos Navegantes de Ideias?

De mochila às costas, aventurámo-nos por carreiros e encontrámos paraísos perdidos; longe dos roteiros turísticos.

Adivinhe: onde está a equipa dos Navegantes de Ideias?

domingo, 24 de janeiro de 2016

Porto Palafítico da Carrasqueira




Porto Palafítico da Carrasqueira

 Um porto com sentido


Recuamos no tempo e deixamo-nos levar pelo infinito. Um lugar mágico onde o silêncio faz todo o sentido. Imaginamos as mãos- mãos rudes gastas pelo tempo-  que entre as linhas, o barco e a azáfama, substituem as velhas tábuas que garantem o pão.








Mítico, confirmamos o surreal das histórias paralelas a um povoado quase esquecido. Sentem-se os cheiros, os sabores; sente-se o visível e o invisível; sentem-se as lágrimas, os sorrisos, as esperanças, as vitórias; sente-se o sol e a lua, a calma e as marés… sente-se. É  casto, é digno,  é honesto,  é honrado, é íntegro, é probo; aqui, o sabor apela a sossego e a repouso. 





Aqui, vive-se o beijo onde a terra abraça o mar.


                                            
Sorrisos
               Guida Brito

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Parada gay Hamburgo - You are just like us






Nós não somos como vós.



    Não. Nós nunca seremos como vós. Cheios de salamaneques, teias de aranha no alto do carapuço e atrás das orelhas: criámos ferrugem nos sentimentos, calcificámos o coração. Inibimos e amachucamos gestos de carinho mas facilmente vos apelidamos de maricas ou discutimos por causa de um café frio. Com gravata, sem gravata, com calção, sem calção, com músculo, sem músculo, com correia, sem correia: de lábios vermelhos, Hamburgo vestiu-se de amor e perfumou-se de ternura. As ruas pintaram-se de olhares brilhantes, abraços dados com o coração e dedos entrelaçados. O que vi em cada virar de esquina aqueceu-me o coração.


    Milhares sairam às ruas e disseram: I Love You. Com uma pontinha (gigante) de inveja: amei ( e não tenho nada que ver com isso, a sexualidade e forma de estar de cada um: a cada um pertence).


Deixo-vos apenas cheirinhos do muito que vi.





    E mais cheirinhos de uma viagem sem igual. Muitos milhares de seres humanos encheram as ruas.







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Sorrisos- Guida Brito em Hamburgo- Parada Gay- Agosto de 2015